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13 setembro, 2017

Lula já está em Curitiba para depoimento a Moro

Parte de trás, da esquerda para a direita: René Ariel Dotti, advogado da Petrobras (a empresa é assistente de acusação), Roberto Teixeira e Valeska Teixeira Martins (advogados de Lula)À frente: Cristiano Zanin Martins (advogado de Lula), Luiz Inácio Lula da SilvaÀ direita, de cima para baixo: Carlos Fernando Lima (procurador), Júlio Noronha (procurador), Roberto Pozzobon (procurador), Sergio Moro e servidora (não identificada)
Lula em seu primeiro interrogatório pelo Juiz Sérgio Moro em Curitiba, em maio
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Curitiba na noite desta terça-feira (12) para prestar seu segundo depoimento ao juiz Sergio Moro.
Lula chegou de carro, acompanhado de dois assessores, e passou a noite na casa de um amigo, onde se concentra para a audiência.

Ele irá depor a partir das 14h, na sede da Justiça Federal do Paraná. O interrogatório é parte do processo penal, e é o momento em que os réus podem se defender pessoalmente da denúncia. Além de Lula, também será interrogado nesta quarta o ex-assessor de Antonio Palocci, Branislav Kontic.


A sede da Justiça Federal será protegida por um esquema de segurança –mas menor do que no primeiro depoimento do petista.
Até as 8h, a polícia não havia nem acionado o perímetro de segurança, que irá bloquear algumas ruas para acesso ao prédio. A movimentação era tranquila e sem aglomeração de manifestantes.

É a segunda vez que o ex-presidente depõe ao magistrado, que conduz os processos da Operação Lava Jato em Curitiba –a primeira foi em maio, quando um forte esquema de segurança impediu o acesso ao prédio da Justiça Federal e evitou confrontos entre manifestantes pró e contra Lula.

Nesta ação, o ex-presidente é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro devido a supostas relações ilícitas com a empreiteira Odebrecht. A empresa diz que pagou por um terreno que seria destinado ao Instituto Lula, com dinheiro oriundo de um "caixa de propinas" do PT.

Na semana passada, em depoimento a Moro, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou que Lula avalizou um "pacto de sangue" com a Odebrecht, com o pagamento de R$ 300 milhões em vantagens indevidas em troca de manter o protagonismo da empreiteira no governo. O terreno ao instituto estaria incluído nesse valor.

No depoimento desta quarta, Lula deve rebater o depoimento de Palocci e as acusações contra si. Dirigentes petistas pretendem usar o ato para reforçar a mensagem de que haveria uma guerra jurídica contra o ex-presidente.

O petista deve chegar à sede da Justiça, mais uma vez, acompanhado de militantes e dirigentes do partido, além dos advogados.

Lula já foi denunciado nove vezes desde que deixou o mandato –a última vez, nesta segunda (11), na Justiça Federal em Brasília, acusado de aceitar promessa para receber recursos ilegais quando presidente.

Ele é réu em seis ações, e foi condenado por Moro em uma delas, a 9 anos e 6 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro na compra e reforma de um apartamento tríplex no Guarujá.

À SEGUNDA VISTA
Lula presta novo depoimento a Moro nesta quarta (13)


ACUSAÇÃO
Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro em razão de contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht


FAVORECIMENTO
Os procuradores dizem que a Odebrecht comprou um terreno em SP onde seria instalado o Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo


OS RÉUS
Além de Lula, são réus outras sete pessoas, incluindo Antonio Palocci e Marcelo Odebrecht


A AUDIÊNCIA

HORÁRIO
O início está marcado para as 14h, não há previsão para término


QUEM PODE ENTRAR?
Desta vez, a parte administrativa da Justiça Federal vai funcionar normalmente. Poderão acessar o prédio servidores e funcionários que irão participar da audiência, bem como o juiz Sergio Moro, advogados e membros do Ministério Público Federal


COMO SERÁ A FILMAGEM?
Com duas câmeras –uma com foco em Lula e outra lateral, com foco em toda a sala de audiência. Somente a Justiça Federal irá filmar


COMO SERÁ A TRANSMISSÃO?
A gravação será disponibilizada após a audiência, no site da Justiça Federal. O acesso é público, mas exige uma senha
Manifestações contra e pró-Lula em Curitiba