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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Comerciantes se organizam contra venda da CEASA anunciada pelo Governo

Permissionários alegam que não foram procurados para o Governo do Rio Grande do Norte para debater uma possível privatização e foram surpreendidos com a venda

José Aldenir/ Agora Imagens Comerciantes se organizam contra venda da CEASA

Já habituados com a ideia de que um dia teriam que se mudar ou, quem sabe, ter privatizado todo o local onde há décadas ganham a vida, os 428 permissionários do CEASA de Natal estão perplexos com a possibilidade do terreno 66 mil m² onde tem seus negócios de atacado e varejo ir à venda.

“Não esperávamos isso de jeito nenhum e ninguém do governo apareceu pra conversar com a gente”, diz Samuel Epitácio, presidente da Associação dos Usuários Atacadistas das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte – ASSUCERN.

Mesmo funcionando normalmente nesta segunda-feira, 15, os permissionários organizaram uma carreata que tentará fazer algum barulho nas interditadas vias que margeiam a Assembleia Legislativa.

Samuel Epitácio disse que, na semana passada, muitos comerciantes do CEASA estavam até animados com a ideia de o governo privatizar todo o espaço. “Isso significaria banheiros limpos, portaria funcionando, saneamento do lugar finalizado…só que não”, admite, desanimado. “Venda é venda, a gente vai ficar sem espaço e teremos que ir embora”.

Segundo o presidente da Associação, hoje o custo mensal da CEASA de Natal é de R$ 400 mil. Os permissionários trabalham há algum tempo com a ideia de assumir esses custos e até pagar o Estado pela exploração do espaço, desde que o governo começou a cogitar a possibilidade de transferir a Central para Parnamirim.

“Com o pacote fiscal lançado na semana passada, os empresários meio que caíram na realidade e ela não é nada bonita”, diz Epitácio.

Nesta segunda-feira, a primeira tarefa de representantes dos permissionários da CEASA é verificar se realmente o tema de venda será debatida em alguma das comissões formadas na Assembleia que antecederão o início da votação do pacote fiscal do Estado.

Enquanto isso, um pequeno grupo se juntará aos demais manifestantes que cercam o prédio da AL. “Não deve ser muita gente porque a gente tem que trabalhar e não gostamos da ideia de criar confusão”, avalia o presidente da Associação.

AGORA RN