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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

PM do Rio Grande do Norte recomenda que policiais redobrem cuidados nos momentos de folga

Com cinco policiais mortos apenas em janeiro, o comando da PM orienta à corporação a ter mais cuidado nos horários de folga e promete aumentar o patrulhamento ostensivo para combater a criminalidade

Comandante geral da corporação, Coronel Osmar José Maciel de Oliveira, alerta para que os policiais militares sejam mais cautelosos no horários em que estão fora do expediente

O Comando da Polícia Militar emitiu nesta terça-feira, 30, orientações sobre como o policial deve se portar em horário de folga no Rio Grande do Norte. A medida decorre do registro cinco policiais assassinados apenas no mês de janeiro.

Segundo o comandante geral da corporação, Coronel Osmar José Maciel de Oliveira, a comunicação foi transmitida a todos os batalhões da polícia militar no estado. A partir de agora, os praças e oficiais devem redobrar a atenção nos momentos de lazer, evitando espaços com grande aglomeração de pessoas.

Na manhã desta terça-feira, no Comando Geral da Polícia Militar, no bairro do Tirol, zona Leste de Natal, o Coronel Osmar José Maciel de Oliveira falou com a imprensa sobre os casos de violência envolvendo policiais militares. Somente em janeiro, cinco agentes de segurança foram mortos – todos estavam fora do horário de serviço.

De acordo com o comandante geral, os agentes de segurança também devem avaliar o momento de reagir, considerando a preservação da vida. “É preciso, devido à nossa característica funcional, adotarmos certas cautelas. No momento que o policial está no horário de folga, ele pode ser alvo da violência ao ser identificado por um criminoso. Além de policiais, somos cidadãos. É necessário que possamos adotar certos comportamentos para termos um respaldo maior para a nossa segurança”, afirma o comandante da PM.

A quantidade de morte de policiais em janeiro acendeu o “sinal de alerta” em toda a corporação. Nunca tantos agentes de segurança foram mortos em tão pouco tempo no Rio Grande do Norte. Em todo o ano de 2017, foram 17 policias mortos. Já em 2016, a contagem foi de seis policiais militares assassinados.

Além da cautela nos horários da folga, a corporação iniciou, também, uma série de ações para coibir a criminalidade. Segundo o comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Zacarias Mendonça, além do contingente regular, foram deslocados policiais extras para atuar no patrulhamento ostensivo e na abordagem de indivíduos em conduta suspeita por toda a capital e região metropolitana. “Iremos intensificar a nossa atuação para coibir a criminalidade”, ressalta.

Coronel Zacarias Mendonça informou, ainda, que somente nesta terça-feira já foram apreendidas seis armas, sete pessoas foram presas (porte ilegal de arma) e outros dois foragidos foram recapturados, além de efetuarem a apreensão de seis adolescentes.

Investigação

O diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, o delegado Marcos Vinicius Santos, deu detalhes sobre as investigações relacionadas às cinco mortes dos policiais militares. Até o momento, dos casos investigados, apenas um suspeito foi preso.

O único detido foi identificado como Lucas Felipe Barbosa, de 21 anos. Ele participou da ação que terminou na morte do cabo Darlan Santana Carvalho, de 37 anos, em crime ocorrido na última segunda-feira, 29.

O policial militar tentava impedir assalto a uma farmácia, na zona Oeste de Natal, mas acabou morto pelos criminosos na troca de tiros. Antes de morrer, o cabo ainda conseguiu ferir Lucas Felipe, que foi baleado de raspão na nuca. Outro criminoso também foi ferido e morreu ainda no local; este ainda não foi identificado.

Pouco tempo depois do crime, Lucas Felipe terminou preso. O suspeito confessou participação no crime e poderá responder criminalmente por latrocínio (roubo seguido de morte). No entanto, o autor do disparo que matou o policial ainda não foi identificado. Há suspeita de outras duas pessoas tenham participado da tentativa de assalto.

Sobre os demais casos, o delegado afirmou que as investigações estão avançadas. “Nós montamos a linha investigativa e mandamos para as regionais, mas estamos acompanhando o andamento das investigações”, finaliza o delegado.

Relembre os casos

Além do cabo Darlan Santana Carvalho, outro policial foi morto na segunda-feira. O crime envolveu o sargento da reserva Itagibá Maciel de Medeiros, de 54 anos, que foi assassinado por volta das 4h, em Extremoz, na região metropolitana de Natal.

Na última sexta-feira, o sargento José Aílton de Lira foi morto a tiros na comunidade de Jacaré Mirim, em São Gonçalo do Amarante, também na grande Natal. Ele estava em um bar quando foi surpreendido por dois homens. O policial foi morto com tiros na cabeça.

Já no dia 07 de janeiro, o cabo Carlos Alberto Araújo da Costa, de 48 anos, morto a tiros no bairro das Rocas, na Zona Leste de Natal. Ele era lotado na Companhia Independente de Policiamento de Turismo (CIPTUR). Ele foi surpreendido por bandidos quando retornava para casa.

Uma semana depois, em 15 de janeiro, o sargento André Mário Dantas Siqueira, de 40 anos, morto a tiros no dia 15 de janeiro em uma festa no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante. O policial trabalhava na Companhia Independente de Policiamento de Guardas. O policial estava em festa quando o local foi invadido por homens armados. O policial reagiu, foi assassinado e teve a arma roubada.