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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Água fervendo e marteladas: o homem abusado pela parceira, que foi condenada a 7 anos de prisão

O casal se conheceu quando os dois tinham 16 anos (Foto: SBNA)

Um homem que sofria violência doméstica disse que estava “a dez dias da morte” quando foi salvo pela polícia.

O britânico Alex Skeel, de 22 anos, estava com sua parceira havia seis anos – quatro deles sofrendo abuso – quando recebeu ajuda.

Sua namorada, Jordan Worth, também de 22 anos, foi condenada a sete anos e meio de prisão por tê-lo submetido a diversos tipos de tortura física e psicológica.

Ela se declarou culpada de lesão corporal grave e controle coercitivo.

O caso é a primeira condenção por controle coercitivo no Reino Unido em que o culpado é uma mulher, segundo a polícia de Bedfordshire.

Alex vem recebendo apoio de outras vítimas de relacionamentos abusivos para falar sobre o assunto.

Juntos desde a adolescência
Os dois jovens se conheceram na escola, em 2012, quando tinham 16 anos.

Os promotores do caso disseram à Corte que, desde o início, Jordan tinha controle sobre Alex, decidindo que roupas ele deveria usar e atacando-o fisicamente.

Nos nove últimos meses do seu relacionamento, ela o machucou diversas vezes – ao ponto de ele precisar ir para o hospital.

O abuso terminou no ano passado, quando um vizinho chamou a polícia após ouvir gritos na residência do casal.

Os paramédicos notaram que a mão do jovem estava machucada e que ele tinha queimaduras nos braços e pernas que tinham sido “tratadas” em casa – ele as cobria com filme plástico.

Alex disse que a namorada não deixou que ele procurasse tratamento médico.

“Os médicos me disseram que eu estava a 10 dias da morte”, disse Alex.

Jordan quebrou todos os celulares do namorado para que ele não conseguisse falar com os amigos ou com a família.

Ele afirmou que, certa vez, Jordan disse que a mãe dele havia recebido uma mensagem que informava que o avô dele havia morrido.

Depois de observá-lo chorar por duas horas, ela então disse que na verdade o avô dele estava vivo – e na sequência o humilhou e criticou por ele se importar com a família.

Em outra ocasião, ele acordou e descobriu que Jordan tinha acertado sua cabeça com uma garrafa de cerveja. Depois ela o perseguiu e acertou suas mãos e seu rosto com um martelo.

O detetive responsável pela investigação do caso, Jerry Waite, disse que o controle coercitivo é algo sutil. “A vítima pode não perceber imediatamente que está sofrendo um abuso… (a situação) pode terminar em violência.

Desde que o caso foi descoberto pela polícia, Alex passou por diversas operações – nas mãos, na cabeça e até no cérebro.

“Você recupera sua humanidade quando consegue colocar para fora (o abuso que sofreu). Você só melhora se conseguir falar sobre o assunto”, disse ele.

A Justiça também determinou um ordem de restrição contra Jordan – ele não pode se aproximar ou tentar contatar Alex por um período indeterminado.

G1