SEJA BEM-VINDO - Drogaria e Conveniência Muniz (84) 3259-0017/3636-0089 - Visão Contabilidade (84) 9 9110-5675/9 9221-3030 - CFC AUTO POTENGI (84) 3251-2627/ 9 9413-9088/ 9 9935-3295 - SEJA VOCÊ TAMBÉM UM COLABORADOR.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Conheça os principais golpes que são aplicados contra idosos no Brasil

O Profissão Repórter conta histórias de idosos que são alvos de golpes como o do bilhete premiado, do seguro de vida e do cartão de banco e como as armações são feitas.
Foto/ reprodução 
O Profissão Repórter desta semana mostra os golpes aplicados contra idosos. Em São Paulo, a repórter Danielle Zampollo passou cinco dias em duas delegacias de bairros onde há uma grande concentração de pessoas acima dos 60 anos.

O aposentado Carlos Câmara, por exemplo, recebeu uma ligação falsa de que o seu cartão do banco teria sido clonado e que ele teria que cancelar o cartão. "Eu desliguei o telefone e já liguei para o banco que estava no verso do meu cartão. Segui as intruções do banco, quebrei o cartão e entreguei para um portador", conta.

O golpe funciona assim: a vítima recebe uma ligação no telefone fixo de uma pessoa que se identifica como gerente do banco ou funcionário de uma empresa de cartão. Ele alerta a vítima de uma possível compra e confirma se ela de fato fez. Ao dizer que não, o golpista fala que o cartão foi clonado e que ela precisa ligar para o banco para cancelá-lo

No caso de Carlos, ele conseguiu contornar a situação após cair no golpe. "No mesmo dia, mais tarde, eu entrei para ver se estava tudo em ordem e eu vi que tinha um débito de R$ 1.000 no banco 24 horas. Eu tornei a ligar para o banco para saber se o cartão estava bloqueado e se estava tudo certo, aí me informaram que não era procedimento do banco o que eu havia feito e o banco me ressarciu o dinheiro no dia seguinte."

Golpe do bilhete premiado

O golpe do bilhete premiado é um dos mais antigos do Brasil. No dia 2 de junho de 1885 o jornal "Liberal Mineiro" informava que apareceram à venda em Taubaté bilhetes de uma loteria da Rio da Prata, a qual nunca existiu; era registrado, então, há mais de 100 anos esse tipo de estelionato.

Em Curitiba, o repórter Júlio Molica ouviu histórias de idosos que caíram no golpe e que são sempre muito parecidas: primeiro chega uma pessoa com roupas simples com um bilhete na mão e aborda a vítima. Em seguida, vem outra pessoa mais arrumada para perguntar o que está acontecendo. Ao ouvir a história do bilhete premiado e que essa pessoa simples não tem como receber todo o dinheiro, um dos golpistas decide ligar para a Caixa Econômica para confirmar o jogo; só que, na verdade, ele liga para um comparsa, que confirma exatamente os mesmos números.

Nesse ponto, o golpista bem vestido propõe enganar o suposto ganhador do bilhete dizendo que vai dar uma parte em dinheiro para ele e que a vítima tem que fazer o mesmo. "A senhora vai no banco e tira o seu também, a gente fica com o bilhete desse rapaz e ele fica com o dinheiro vivo, já que ele não quer todo esse dinheiro porque não tem o CPF e o RG", conta uma vítima de como foi a abordagem.

Os valores, apurados pelo repórter Júlio Molica, foram de R$ 1.500 a mais de R$ 100 mil, o que acaba por deixar o idoso muitas vezes sem a sua economia ou com dívida.

Golpe do seguro de vida

O golpe do seguro de vida contra aposentados está em prática no país há pelo menos cinco anos e costuma acontecer após a contratação de um empréstimo consignado.

Em Barras, no interior do Piauí, o repórter Erik Von Poser conheceu o seu Gonçalo Silva. Ele é aposentado e fez um empréstimo para comprar uma moto. O problema é que além de pagar a moto, todo o mês é descontado uma quantia de R$ 18 de um seguro de vida da Central Nacional dos Aposentados e Pensicionistas do Brasil (Centrape), no qual o aposentado diz nunca ter feito.

Em um site, só em 2018, há 600 reclamações sobre essa empresa sobre desconto indevido. Mais de 1.200 pessoas se queixam de outro serviço de seguro de vida, só que da Sabemi. De acordo com a ouvidoria do INSS, já foram recebidas mais de 4 mil denúncias de serviços que os aposentados nunca contrataram, mas que são descontados da aposentadoria por empresas privadas e associações.

A Elaine dos Santos, que é autônoma, conta que verificou um débito na conta da mãe e resolveu ver sobre o que era aquela cobrança. "Eles descontam R$ 30. Eu nunca assinei papel nenhum e nunca ouvi falar", diz Bernade dos Santos.

Muitos aposentados e pensionistas nem sabem que são vítima do golpe, isso porque o valor do seguro de vida costuma ser em torno de R$ 20 e é descontado direto da folha de pagamento. A dona Bernadete também fez crédito consignado antes de cair nele.

O repórter Erik Von Poser recebeu uma denúncia do golpe por uma mulher que é ex-funcionária de um correspondente bancário de uma empresa autorizada a vender produtos como o empréstimo consignado.

"Correspondentes bancários fazem alguns serviços de banco como abertura de conta, financiamento de imóvel, empréstimos", conta a ex-funcionária. Para ter acesso a um desses serviços, o cliente precisa entregar diversos documentos. Segundo a denúncia, correspondentes bancários de má-fé estão usando esses dados para captar clientes para empresas que vendem seguros de vida.

A mulher diz que existe uma rede de correspondentes que são contratados para digitar os dados do cliente, sem ele saber, para contratar esses serviços. Neste caso, os digitadores, que são os falsificadores, chegam a imitar a assinatura do RG dos idosos para dar legitimidade ao contrato para a cobrança ser iniciada. 

G1