Colunistas do GLOBO avaliam visita de Bolsonaro aos EUA de Trump

Brasileiro cede, e americano promete apoio comercial

Bolsonaro se reúne com Donald Trump na Casa Branca, nos EUA Foto: KEVIN LAMARQUE / REUTERS

RIO — Após concessões do presidente Jair Bolsonaro, que aceitou abrir mão da condição de país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio, o presidente Donald Trump prometeu apoio à entrada do Brasil na OCDE, grupo de nações mais ricas do mundo. O Brasil também ganharia status de aliado extra na Otan. Após encontro amistoso no qual trataram da crise na Venezuela, Bolsonaro foi dúbio, em entrevista na Casa Branca, sobre eventual ajuda do Brasil a uma intervenção militar dos EUA. 

Merval Pereira
Como criança na Disney

Diz-se de uma pessoa feliz em uma situação que está “como pinto no lixo”. Pois Bolsonaro parecia uma criança feliz na Disney. A visita aos Estados Unidos pode ser considerada um sucesso, com o apoio de Trump à entrada do Brasil na OCDE, o aceno para que nos associemos à Otan, a possibilidade de reduzir o déficit na balança comercial com os Estados Unidos, a utilização da Base de Alcântara pelos americanos, que pode trazer tecnologia e intercâmbio. Mas a política externa brasileira está sendo tocada por uma dupla assimétrica: o deputado Eduardo Bolsonaro indicou o chanceler Ernesto Araújo, mas faz questão de mostrar que quem manda é ele. Ontem, submeteu seu apadrinhado a uma humilhação pública, ao substituí-lo na audiência com o presidente Trump na Casa Branca.

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