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Cinco meses depois do rompimento da barragem, produtores rurais fora do trajeto da lama reivindicam acordo com Vale e pedem apoio do poder público; segundo eles, mineradora se recusa a fechar acordo para indenização.
Maria Betânia investiu, em dez anos, mais de R$ 300 mil para vender peixes. Produção está parada desde rompimento da barragem — Foto: Patrícia Fiúza
“Toda vez que a gente recorre ao município, a pergunta é sempre a mesma: a lama passou pelo seu quintal? E a resposta vai ser também sempre a mesma: não, ela passou na minha alma”.

A declaração é da produtora rural Fernanda de Oliveira, representante de um grupo de agricultores da região de Piedade do Paraopeba. Eles denunciam que estão desamparados pelo poder público e pela Vale depois do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, há exatos cinco meses.

Fernanda se mudou para a cidade com os dois filhos, ainda crianças, há três anos. Ela escolheu trocar o estresse da vida em Belo Horizonte pelo sossego do povoado de Piedade do Paraopeba, em Brumadinho, em busca de um sonho: viver uma vida mais tranquila e ajudar produtores que vivem da agricultura familiar a expandirem e a formalizarem seu negócio.

Em seu terreno, passou a dar aulas de agricultura orgânica e reuniu um grupo de 22 produtores locais no projeto Feira Movimento. Juntos, conseguiram um espaço fixo para vender os produtos. “Em seis meses, o projeto aumentou em 10% a renda do pessoal”, disse.

Os negócios da região, que é considerada cinturão verde da Região Metropolitana de Belo Horizonte, iam bem, até o dia 25 de janeiro, quando a barragem de Córrego do Feijão se rompeu, deixando pelo menos 246 mortos. Vinte e quatro pessoas ainda estão desaparecidas.

A tragédia aconteceu a pelo menos 28 quilômetros do local onde Fernanda e os outros 22 agricultores vivem. Mas acabou afastando os clientes da região.

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